Em dia de temporal, a frase mais comum no telefone é que o guincho está demorando muito. Está mesmo. O motivo não é falta de veículo, e entender a mecânica ajuda a tomar decisões melhores enquanto se espera.
O efeito em cascata
- A demanda explode de uma vez. Pane elétrica, alagamento e colisão acontecem simultaneamente, não distribuídos ao longo do dia.
- As vias de acesso fecham. Os mesmos pontos que alagam são corredores que o guincho usaria, e a rota precisa ser refeita.
- Cada atendimento demora mais. Embarcar um carro sob chuva, em piso escorregadio e com visibilidade ruim, leva mais tempo.
- A fila acumula. Cada atraso empurra o próximo chamado.
Onde a água costuma fechar o caminho
Sorocaba tem pontos de alagamento que se repetem a cada temporal, entre eles trechos das avenidas Afonso Vergueiro, Dom Aguirre, XV de Agosto e Antônio Carlos Comitre, além do cruzamento da Comendador Pereira Inácio com a Washington Luiz.
São vias estruturais. Quando elas fecham, não é só o seu caminho que some, é o de todo mundo, inclusive o do socorro.
O que fazer enquanto espera
- Se a água estiver subindo, saia do veículo e vá para um ponto alto. Carro se recupera, pessoa não.
- Não tente atravessar trecho alagado para encurtar caminho.
- Se o carro já passou pela água, não dê partida. O motivo está em carro alagado em Sorocaba.
- Informe na ligação se a rua de acesso está alagada. Isso muda a rota do guincho.
- Consulte a Semob sobre interdições pelo 0800 118 0118.
O custo de ter pressa
A maior parte dos prejuízos de temporal nasce da tentativa de não esperar: atravessar a água, insistir na partida, pegar um desvio desconhecido. Esperar é chato e, em dia de chuva, quase sempre é a decisão mais barata.
As faixas normais de chegada, fora de temporal, estão em quanto tempo o guincho demora em Sorocaba. Atendimento a qualquer hora: guincho 24 horas.